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Guia
Bibliometria na pesquisa bibliográfica: quais gráficos usar e como descrevê-los
Por que usar figuras
Um estudo que classificou mais de 8 milhões de figuras de artigos do PubMed mostrou que os artigos de maior impacto tendem a ter mais diagramas e, em menor grau, mais gráficos e fotografias. É correlação, não garantia, mas a lição prática é clara: numa revisão, a estrutura do campo se mostra melhor em figura do que em parágrafo.
Produção no tempo
Barras com os trabalhos por ano, e às vezes uma linha com as citações, mostram quando o tema nasceu, quando cresceu e se está em alta. Cuidado com a leitura das citações: trabalhos recentes têm menos citações porque tiveram menos tempo, não porque são piores.
Autores, revistas e países
Os autores mais produtivos indicam quem são as referências do tema. As revistas mais frequentes mostram onde o campo publica, e costumam se concentrar em poucas, como descreve a lei de Bradford, o que ajuda a escolher onde submeter. Os países mostram onde o tema é estudado; para a realidade brasileira, a distribuição por estado ajuda a ver concentrações e vazios.
Redes de coautoria e de citação
A rede de coautoria mostra quem trabalha com quem e quais grupos existem. As redes de citação ligam trabalhos que citam as mesmas obras ou são citados juntos, e revelam as frentes de pesquisa. Trabalhos isolados podem indicar lacunas de diálogo, ou que estão fora do recorte.
Mapa temático
O mapa temático, inspirado no diagrama estratégico de Callon e usado em ferramentas como o bibliometrix, cruza a centralidade de cada tema, isto é, a ligação com os outros, com a densidade, que é a coesão interna. Os temas motores ficam no alto, à direita; os de nicho, no alto, à esquerda; os emergentes ou em declínio, embaixo, à esquerda; e os básicos, embaixo, à direita.
Como descrever no texto
Cada figura precisa de uma frase que diga o que ela mostra, com os números: “Os trabalhos foram publicados entre 2020 e 2026, com pico em 2022 (16 trabalhos).” Interprete com cautela, diga de que corpus os números saem e ponha a tabela dos dados no apêndice, para quem quiser conferir.
Erros comuns
- Pôr o gráfico sem nenhuma frase no texto sobre ele.
- Concluir que um trabalho recente é fraco porque tem poucas citações.
- Usar um gráfico 3D que dificulta ler os números.
- Esquecer de dizer de qual corpus os números saíram.
Perguntas frequentes
Qual programa faz gráficos bibliométricos?
Há ferramentas específicas, como o VOSviewer e o pacote bibliometrix, do R. O importante é que cada figura venha com a tabela dos números e com a fonte dos dados.
Bibliometria serve para revisão qualitativa?
Serve como mapa: mostra a estrutura do campo e ajuda a escolher os trabalhos centrais para a leitura aprofundada. A interpretação continua sendo qualitativa.
Quantas figuras uma revisão deve ter?
As que contam a história do campo sem repetir informação. Em geral, a produção no tempo, as revistas ou os autores e uma rede ou um mapa temático já dão um bom retrato.
Fontes conferidas em 14/10/2026
- LEE, P.-S.; WEST, J. D.; HOWE, B. Viziometrics: analyzing visual information in the scientific literature. IEEE Transactions on Big Data, v. 4, n. 1, p. 117-129, 2018 (abre em nova aba)
- ARIA, M.; CUCCURULLO, C. bibliometrix: an R-tool for comprehensive science mapping analysis. Journal of Informetrics, v. 11, n. 4, p. 959-975, 2017 (abre em nova aba)
A pesquisa bibliográfica com IA que mostra de onde veio cada frase
O Evidentia faz a pesquisa bibliográfica com você, da pergunta ao relatório em Word: busca nas bases científicas, PRISMA 2020, fichas e matriz com trechos conferidos, Medidor de Consenso, Radar de Lacunas e o texto em que cada frase citada abre o trecho do trabalho de onde veio.
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